Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2010
Abandone-me!
Eu insisto em sair dessa trilha de círculos
De rotas de turnos de segundas
Sem dia para a feira
Ou tempo para a pausa
Sem vazio pro ócio
Nem espaço pro criativo
Surpreenda-me!
Esse olhar de releitura
Essa rotina agendada
Esse marco março
Que a cada ano soma um
Inunde-me
Molhe minha boca
Afogue os lábios de desejo
E me arranque do peito esse gosto de lágrima
E afogue nas águas salgadas
As doces ilusões em que eu me perco
Fechando os olhos a ver navios
Salve-me
Dessa ausência que me preenche
Da vida sem ter pra quem
Tédio, vá e me busque o imprevisto.
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