30 de nov. de 2011

MAR DE ROSAS

Esses dias comprei uma fonte – no cartão de crédito – para minha casa. Dizem que atrai dinheiro, faz ele render. Acontece que sempre acreditei em simbolismos, mas quando a fonte insiste em vazar e continuamente deixar o hall molhado e seu interior seco, preferia não acreditar em símbolo nenhum. Juro que na loja, a 3 quadras daqui, ela funcionava perfeitamente.
   
          Minha terapeuta sugeriu que eu a colocasse dentro de um pote maior com água. Chego em casa e a fonte mofou. Não sabia dessa propriedade que as fontes de água têm de mofar quando molhadas.
   
          Cogitei resolver o problema de fluxo vazante com um O.B., mas logo conclui que, eu e ela, funcionamos de forma distinta.

          Oxum, mãe na minha coroa, rainha dos rios e da correnteza, somos as duas mulheres. Pare de chorar que eu também paro. “Oxum, lava meus olhos”.

Nesse instante O Rappa no Ipod me diz que “Navegar é preciso, senão a rotina te cansa”. Esse “mar de gente”, esse simbolismo que corre nos meus dias sussurrando “Decrifra-me ou devoro-te”. E “eu me rendo à mais um milagroso dia” e “Continuo a nadar...”

Nenhum comentário:

Postar um comentário